2 - ASPECTOS FÍSICO-TERRITORIAIS:

 

2.1 - Localização Geográfica

Localizado na porção setentrional do Estado do Rio de Janeiro, o Município de Itaperuna integra a Região de Governo do Noroeste Fluminense e caracteriza-se como um centro regional, a partir da capacidade de atração às cidades da referida região. As coordenadas geográficas da sede municipal são: 21º12'23"S e 41º53'25"W, numa altitude média de 113m. Abrangendo uma área de 1188 Km2, Itaperuna posiciona-se em 5º lugar em extensão no Estado. Limita-se a norte com Bom Jesus do Itabapoana e Natividade, a sul com Cambuci e Miracema, a leste com Italva, a sudoeste com Laje do Muriaé e a oeste com o Estado de Minas Gerais.

2.2 - Relevo

No Município de Itaperuna destacam-se duas unidades de relevo: a primeira está ligada a antigas superfícies cristalinas e a segunda é constituída pelas planícies aluviais intermontanas. O território municipal participou dos processos morfogenéticos que envolveram o Sudeste Brasileiro e, portanto, as superfícies cristalinas sofreram fases sucessivas de lavantamento e fraturamento, dando origem aos patamares cristalinos. Os processos erosivos comandados pela rede de drenagem local desgastaram gradativamente o terreno, originando vales encaixados nas linhas de falhas, morros rebaixados e arredondados e baixadas, ora largas, ora estreitas.

Nesse sistema morfogenético, o município de Itaperuna caracteriza-se por um relevo ondulado, com ausência de escarpas íngremes e vales em constante aprofundamento e alargamento, embora em áreas de pequeno declive.

2.3 - Hidrografia

A rede de drenagem do município é formada pelo Rio Muriaé e seus afluentes. O Muriaé, afluente da margem esquerda do Rio Paraíba do Sul, possui sua nascente no Estado de Minas Gerais e, ao atravessar o município, em direção à sua confluência com o Rio Paraíba do Sul, praticamente divide-o em sua porção central, no sentido Oeste-leste. Dos tributários da margem esquerda, o Carangola é o da maior importância, entretanto, há o ribeirão da Fumaça, o valão do Bambuí e córrego Boa Ventura. Na margem direita, merecem atenção os ribeirões do Salgado, Limoeiro e Cubatão.

2.4 - Clima

As condições climáticas de Itaperuna são influenciadas pelo distanciamento do município em relação ao litoral e mesmo pelo seu relevo baixo e ondulado. Estas parti­cularidades geográficas imprimem características de continentalidade no clima local, marcada por um período seco de abril até setembro, onde, os índices começam com 74,8 mm em abril e declinam para 16,5 mm em julho e

15,1 mm em agosto. Em outubro, há retomada dos índices pluviométricos, alcançando o máximo de 247,5 mm em dezembro.

Alternam-se, assim, dois períodos nítidos: de outubro a março, o período chuvoso: e de abril a setembro, o de estiagem. A localização do município explica essa distribuição de chuvas, uma vez que se encontra protegido dos ventos úmidos litorâneos, nos meses de inverno, e sob a ação de instabilidade da massa continental, no verão.

Os verões são quentes, por influência do relevo baixo e os invernos são frios e secos, pelo efeito de continentalidade. No verão, registra-se média de 260C nos meses de janeiro e fevereiro, enquanto no inverno a temperatura média de junho é de 19,40C. Revela-se a influência da continentalidade a partir da amplitude térmica entre os meses de fevereiro e julho, ou seja, 6,60C.

O clima tropical de características continentais predomina no município de Itaperuna, cabendo destacar que acima de 400m as temperaturas são mais brandas, tornan­do o clima mais ameno. Essas áreas correspondem a alinhamentos montanhosos dispostos em níveis escalonados, nos divisores de águas do Rio Itabapoana e Muriaé, ao norte e nos divisores de águas do Rio Muriaé e Pomba, ao sul do Município, onde as altitudes são mais elevadas.

2.5 - Vegetação

A vegetação original era a floresta tropical, com diferentes espécies arbóreas, pobre em espécies parasitas e trepadeiras, tais como as lianas e epífetas. Esse tipo de vegetação é constituído de árvores que perdem parte de suas folhas na estação seca. Comumente denomina-se de Mata Atlântica, por sua localização próxima ao litoral dó Oceano Atlântico. Vestígios dessa floresta podem ser registra­dos apenas nas cristas de algumas elevações do município.

2.6 - Solos

A retirada da cobertura vegetal primitiva e práticas agrícolas inadequadas têm provocado um processo contínuo de erosão. O município tem como principais tipos de solo as associações de latossolo alaranjado e latossolo vermelho podzólico. Estes solos ocorrem nas áreas de mar de morros, a norte, e na porção meridional em região de relevo ondulado. Nas planícies aluviais intermontanas en­contram-se os solos hidromórficos, pouco drenados e lençol freático sub-superficial.