ENQUETES :::            :::::          Ajude a mudar Itaperuna!          :::::          Participe!          :::::          Dê a sua opinião!          :::::          Quais os maiores problemas ambientais de Itaperuna?          :::::         

Turismo Página Inicial

...
Águas de Raposo

Quase perdido numa área estreita entre morros - a meio caminho de Itaperuna e Muriaé - o povoado de Raposo, costuma ficar nas retinas mais sensíveis como uma espécie de refúgio paradisíaco onde a tranqüilidade desceu de alguma mata ou de Minas e encontra-se ancorada numa de suas ruas. Esse tipo de celebração torna-se perfeitamente justificável; para aquele que conhece o lugar, com a pracinha da igreja de Santo Antônio, os paralelepípedos, a cal no meio-fio e os braços de madeira que unem um cavalo tomado de preguiça a uma charrete colorida.

Elevado à categoria de estância hidromineral por decreto do ex- governador fluminense Paulo Torres, Raposo possui atualmente dois parques de águas minerais com propriedades terapêuticas, além de uma Infra-estrutura considerável para a prática turística. As fontes locais chegam a ser comparadas por médicos especializados às de Vichy, na França,

Parque Raposo:
Foram os estafetas que, nos anos 30, sobressaltaram-se com o ronco fugido das entranhas da terra, às margens de um caminho dentro da fazenda da Antônio Raposo de Medeiros. Aguçada a curiosidade, colocaram de lado as montarias e correspondências e dispuseram-se a cavar, até encontrarem uma água cristalina com gosto diferente e que lhes fizera grande bem. Descoberta a fonte e registrada há 53 anos pelo proprietário das terras, ficou conhecida como Água Santa do seu Raposo.


No ano desse centenário, o Parque Raposo compõe-se de três diferentes águas carbogasosas, cada qual com sabor e propriedades terapêuticas próprias.

A primeira dessas águas - a Raposo -empresta seu nome ao parque e ao povoado, sendo muito conhecida e apreciada como auxiliar no tratamento de cálculos renais e contra os males hepáticos e dermatoses. Há vinte anos eram vasos de ágata que penetravam no poço, recolhiam a água e despejavam em garrafas com o auxilio de funis Desde então, a água Raposo passou por esse e outros processos manuais de engarrafamento, sempre primando por regras de higiene que mantinham a pureza do produto. Já em 1984, existe uma aparelhagem que enche até 600 engradados por dia.


Análise e composição provável da água Raposo:

Sulfato de Cálcio 0,0035 g/l.
Bicarbonato de Magnésio 0,0071 g/l.
Bicarbonato de Cálcio 0,0489 g/l.
Cloreto de Magnésio 0,0043 g/l.
Cloreto de Potássio 0,0Q65 g/l.
Cloreto de Sódio 0,0086 g/l.
Óxido de Ferro 0,0010 g/l.
Óxido de Alumínio 0,0007 g/l.
Óxido de Manganês 0,0003 g/l.
Nitrato de Potássio 0,0011 g/l.
Gás Carbônico livre 263,2 ml/I.
Gás Carbônico livre na fonte . . . . 448,0 ml/l.

Nem tão badalada quanto a primeira, mas ligeiramente apreciada, a água Magnesiana é de grande eficiência no combate aos males digestivos e na regularização intestinal. Sua fonte de visitação e a da água Raposo ficam num bucólico pavilhão, todo azulejado e protegido por um gradil de ferro trabalhado. O romancista Sylvio Primo, em sua obra Águas de Raposo, editada por Damadá Artes Gráficas e Editora Ltda., ao descrever o pavilhão, destaca seu formato circular que dispõe os bancos, em toda a extensão da fonte, uns muito próximos dos outros. Isso facilita o contato entre os visitantes, o que faz Sylvio afirmar que "saudáveis e duradouras amizades têm nascido ali" A última das fontes dentro do Parque Raposo é a da água Santa Luzia, que recebe esse nome em louvor á santa protetora daqueles que sofrem de males nos olhos. Descoberta sua potencialidade
terapêutica mais conhecida em 1962 por ocasião de um surto de conjuntivite - essa água, além de indicada no tratamento de doenças oculares, apresenta bons resultados contra os males da pele, a vesícula preguiçosa e amebas. Dentro do parque há dois canos espetados no chão, entrando em contato com o veio de água Santa Luzia, de onde extraem os gases naturais. A inalação desses gases tem surtido efeito contra resfriado e sinusites, e ainda contra dores de garganta e ouvido.

A fonte Santa Luzia fica ao lado do pavilhão da água Raposo. Além de beber o liquido que cai num decorativo chafariz de azulejos portugueses, o visitante pode lavar os olhos e o rosto. Existe ainda um pequeno tanque para banhar os pés.
Todas essas fontes que compõem o parque de águas Raposo aliam- se ao bucolismo do lugar, de onde mais uma vez O romancista niteroiense pinça alguns detalhes: do gramado bem cuidado ao laguinho; das flores tropicais a um pequeno bosque em que se destaca um secular pau- d'alho e uns poticos de água açucarada para o deleite dos beija- flores.


Parque Soledade:
Um "misto de castelo de pagode chinês", diz Sylvio Primo, é ó portão de entrada para o Parque Soledade: uma área de 67 mil 1m2 situada defronte ao Hotel São Francisco, em Raposo. Ali dentro, além de uma alameda de casuarinas, de porquinhos-da-índia e do macaquinho Chico, o visitante encontrará duas fontes de águas que emergem de fendas e fissuras do gnaiss regional uma rocha comum nas encostas e pontos culminantes da região.


Descoberta ao acaso no ano de 1935, quando empregados da fazenda do coronel Balbino Rodrigues da França Júnior abriam
valetas para o escoamento de águas pluviais, a fonte de água Soledade (ou Magnesiana apresentou dificuldades iniciais de
captação devida à falta de mão-de-obra especializada para o serviço. Mas obras posteriores possibilitaram o acesso quase que à nascente, bastando descer poucos degraus para estar diante da uma bica com descarga média de seis litros de água a cada minuto. No terreno contíguo a essa bica existem dois bancos largos que recordam as antigas conversas, estando um em frente ao outro. Os visitantes declaram ser quase impossível resistir a um agradável bate-papo ali mesmo, ao lado de um caramanchão de hera e plantas ornamentais.

Sem esquecer o frescor que lhe é característico, destaca-se o fato de que a água Magnesiana possui efeitos terapêuticos comprovados em casos de doenças hepato-biliares, renais e pancreáticas, sendo também aconselhado o seu uso contra dispepsias e gastrites.

Análise e composição provável da água Magnesiana:
Sulfato de Cálcio 0,0018 g/l.
Bicarbonato de Cálcio 0,0480 g/l.
Bicarbonato de Magnésio 0,0270 g/l.
Bicarbonato de Potássio 0,0066 g/l.
Bicarbonato de Sódio 0,0157 g/l.
Cloreto de Sódio 0,0083 g/l.
Sílica 0,0254 g/l.
Gás Carbônico livre 440 ml/I.
Além desses elementos químicos, há traços de Nitrato de Sódio.

Outra com sua fonte na área do Parque Soledade, a água Sulfurosa (ou Força-Total) emerge de uma profundidade de 65 metros, de dentro do solo rochoso, chegando a elevar-se, por força de seus gazes naturais, em jorros de até seis metros de altura. Perfurado seu poço de captação por uma firma especializada em 1924, a fonte de água Força-Total possui uma vazão média de dez litros por minuto e fica protegida por uma construção de alvenaria e treliças de madeira. Ainda nas proximidades há um local próprio para banhar o rosto e os pés, assim como dois tubos para inalação. Isso sem contar os vários chuveiros de água Sulfurosa para o banho de corpo inteiro, as espreguiçadeiras dispostas ao sol e uma sauna refinada e agradável com vapores igualmente sulfurosos.

As propriedades curativas da água Sulfurosa são destacadas contra distúrbios de nutrição e do metabolismo, alergias e todos os tipos de dermatoses.


Análise e Composição provável da água Sulfurosa:

Sulfato de Cálcio 0,0059 g/l.
Bicarbonato de Cálcio 0,1191 g/l.
Bicarbonato de Magnésio 0,1275 g/l.
Bicarbonato de Ferro 0,0830 g/l.
Bicarbonato de Sódio 0,0543 g/l.
Cloreto de Sódio 0,0099 g/l.

Fonte: Itaperuna-RJ 1889-1989 Guia Turístico e Informativo Damadá Artes Gráficas e Editora Ltda.


Flavio Lemos
Diretor
© Copyright 2003-2011 - ItaperunaOnline.com.br ::: Todos os direitos reservados